Quando vi a Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo pela primeira vez, tinha acabado de chegar a Brasília. Era a peça Sexo, num Teatro dos Bancários lotado, com espectador que exibia carteirinha de fã-clube na bilheteria. Já tinha ficado diante de um projeto paralelo deles, em 2001, Welder e Pipo na Ponte Aérea. Era 2001 e tinha acabado de chegar ao Correio Braziliense com a fama de crítico teatral em Salvador. Fiz então uma resenha opinativa para esta "bobagem", assim eu julguei na época. Pois bem, a crítica saiu no jornal de maior circulção do DF, e acabou virando algazarra no palco. Os dois atores leram em cena, frase a frase, o texto da autoria de um crítico mal-humorado. O tempo passou e eu fui ficando cada vez mais relaxado diante das estripulias de Os Melhores do Mundo. Vi Sexo e ri feito menino. Mas não era um riso bobo. Ali, enxerguei uma crítica social-política-econômica escamoteada entre cada gargalhada. Depois, acompanhei com olhos admirados a trupe ganhar o Brasil com uma dignidade de trabalho que me impressiona. Eis que, desses cruzamentos de fatos, o universo jogu em minhas mãos a missão de escrever um perfil biográfico para a coleção Brasilienses, cujos editores eu respeito e admiro de carteirinha de fã. Estamos aqui, no ponto zero, de registro...
Evoé, ouro, axé e sonhos no terreiro

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