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quinta-feira, 5 de abril de 2012

WELDER E PIPO NA PONTE AÉREA


                 Bagagem ficou na alfândega 

                                                                    Sérgio Maggio

                                                                 Publicada em 16/07/2001

 Welder e Pipo, da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo, aproveitam a folga na temporada do Rio para aterrissar em Brasília como inédito Welder e Pipo na Ponte Aérea em cartaz de hoje a quarta-feira, no Teatro dos Bancários (314/315 Sul). Bons comediantes, os atores, no entanto, não conseguem dar fôlego à montagem.Ora pela fragilidade do roteiro, ora por não apresentar nada de novo ao subgênero comédia-besteirol-interativa, que despontou no país no final dos anos 80, produzindo sucessos como A Bofetada, da Companhia Bahiana de Patifaria.


Sem um norte dramatúrgico,Welder e Pipo patinam de acordo coma qualidade das historietas que comandam no palco.Pontuado por vídeos caseiros e nonsense com tela mal posicionada, obrigando parte da pláteia a se virar para assisti-los, o espetáculo sustenta-se na interação, muitas vezes constrangedora para os escolhidos.O recurso é melhor aproveitado quando os atores transformam o palco numa espécie de workshop, dirigindo os espectadores.

Em um dos quadros mais aplaudidos, os dois recitam, sem melodia, letras pavorosas dos grupos Bonde do Tigrão e É o Tchan. A ideia é a base do espetáculo Recital da Novíssima Poesia Baiana, da dramaturga Aninha Franco (Os Cafajestes), que correu as principais praças do teatro brasileiro, nos anos 90. Sem um desenho original,Welder e Pipo na Ponte Aérea consegue um resultado cênico fugaz.O público, meio fã-clube, ri muito, mas sai do teatro sem conteúdo. A bagagem foi confiscada na alfândega.

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